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Power Query 6 min de leitura

Cesta de Compras com Inteligência Artificial: Preveja o que o cliente vai comprar antes mesmo dele saber

Descubra como aplicar uma cesta de compras com inteligência artificial para prever o comportamento do cliente e aumentar suas vendas de forma prática

Você sabe funciona uma cesta de compras com inteligência artificial?
Imagine a seguinte situação: você vai ao mercado, missão sagrada de comprar fraldas porque o pequeno estourou o estoque. No caminho, passando pela gôndola, o que aparece? Uma cerveja gelada dando tchauzinho. Coincidência? Longe disso. É pura estratégia. E quem está por trás disso? A tão falada cesta de compras com inteligência artificial.

Esse exemplo é clássico e real: estudos mostraram que colocar cerveja perto das fraldas aumentava as vendas de ambos os produtos. Por quê? Porque muitos pais pensavam: “Já que estou aqui…”. E a IA entra justamente aí, para identificar padrões como esse.

Com algoritmos como o Apriori, a inteligência artificial tradicional analisa o histórico de compras para responder perguntas como:

“Quando alguém compra X, qual a probabilidade de levar Y junto?”

Antes feita no chute ou na unha, essa análise agora é automatizada com Python, Pandas e ferramentas como o Transaction Encoder.

A aula que inspirou este artigo mostrou na prática como usar IA para analisar dados reais. E agora, vamos explicar tudo passo a passo, com analogias do escritório, com Excel e com o dia a dia, porque IA não é só para programadores de jaleco e óculos de grau. É para você também.

1. Por que prever compras com inteligência artificial?

A missão é clara: otimizar decisões e aumentar resultados.

Imagine que você é analista de dados de uma rede de mercados. Seu gestor chega e pergunta:

“Coloque na ponta da gôndola o produto que mais vende junto com o leite.”

E você, com aquela planilha crua nas mãos, começa a suar frio.

Ou então, em um e-commerce, o desafio é outro: como aumentar o ticket médio sugerindo produtos certos no checkout?

É aí que entra a cesta de compras com inteligência artificial. Nesse caso, estamos falando da IA tradicional, aquela que analisa dados, identifica padrões e aprende com números, sem conversa fiada.

No exemplo do vídeo, a base de dados era real: milhares de itens comprados em diferentes datas. Tudo desorganizado, como um cupom fiscal rasgado jogado no Excel.

E o primeiro passo foi claro: organizar a bagunça.

2. Como organizar uma base de dados bagunçada no estilo Excel

Você já viu esse cenário: planilha com 50 mil linhas, onde cada linha representa um item vendido, mas nada agrupado por venda. O cliente João aparece na linha 1, 237 e 14.709. Um pesadelo.

Mas o objetivo é simples:

Criar uma tabela onde cada linha representa uma compra completa, com todos os produtos daquela transação.

Exemplo desejado:

TransaçãoProdutos
20251120_001Leite, Cerveja, Fralda
20251120_002Iogurte, Chocolate, Absorvente

Para isso, usamos:

  • Pandas (o Power Query do Python)
  • Criação de chave única (cliente + data)
  • Agrupamento dos itens com groupby + agg(list)

No Power Query, o caminho seria similar: agrupamento + concatenação de texto.

Resultado? Uma base limpa, estruturada e pronta para IA entrar em ação.

3. Matriz binária: sim ou não para cada produto?

Agora começa a brincadeira com inteligência artificial de verdade.

Pense em um quadro de presença, onde:

  • Cada linha é uma compra
  • Cada coluna é um produto
  • Cada célula indica se o item foi comprado: True ou False

Assim:

TransaçãoLeiteFraldaCervejaIogurteChocolate
001TrueTrueTrueFalseFalse
002FalseFalseFalseTrueTrue

Essa estrutura é chamada de matriz binária, e é ela que o algoritmo Apriori precisa para identificar padrões de compra.

Com a biblioteca mlxtend e o TransactionEncoder, essa conversão de lista para matriz é feita rapidinho.

4. Apriori: o algoritmo que entende o que o cliente nem sabe

Com os dados prontos, é hora da mágica.

O Apriori vasculha os dados e encontra padrões recorrentes. Por exemplo:

  • Fralda + Cerveja → aparecem juntas em 65% das compras
  • Iogurte + Chocolate → 80% de chance de estarem no mesmo carrinho
  • Leite + Vegetais → associação forte

Essas relações vêm com três métricas importantes:

  • Suporte: frequência com que a combinação aparece
  • Confiança: chance de um item aparecer com o outro
  • Lift: quanto um item aumenta a chance do outro estar presente

Sim, parece técnico. Mas com uma boa visualização (até o ChatGPT ajudou na aula), tudo fica claro. E quando você entende essas regras, começa a tomar decisões melhores.

5. Tomando decisões baseadas nos dados

Agora que você tem regras de associação nas mãos, a estratégia muda de nível.

Você pode:

  • Colocar o produto certo ao lado do leite na gôndola
  • Sugerir itens relevantes no checkout da loja online
  • Retirar produtos mal posicionados do destaque

Essas informações podem virar:

  • Painéis interativos no Power BI
  • Alertas automáticos no Excel
  • Relatórios com insights para o time comercial

E o mais impressionante? Isso tudo pode funcionar com uma base de apenas duas colunas: identificador da compra e produto comprado. Simples assim.

6. Aplicações fora do varejo: o exemplo do RH

Acha que só funciona com vendas? Pense de novo.

Imagine um setor de RH com registros de cursos feitos por funcionários. Cada linha da planilha contém:

  • Nome do colaborador
  • Curso realizado

Se você agrupar os cursos por colaborador e aplicar o mesmo algoritmo, pode descobrir que:

  • Quem faz Excel Avançado também faz Power BI
  • Quem começa com SQL Básico tende a fazer Python depois

Ou seja: você passa a prever comportamentos de aprendizado e recomendar capacitações baseadas em dados. Isso é inteligência aplicada de verdade.

7. Quer ver isso funcionando na prática?

Se quiser acompanhar tudo isso com código, exemplos e uma pitada de humor, a aula completa está na LIVE 139, disponível no Módulo de INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TRADICIONAL da Formação DataEvo.

inteligência artificial tradicional do Joviano Silveira

Nessa aula em especial, mostramos:

  • Como importar bases de dados reais
  • Como tratar e estruturar os dados
  • Como aplicar o algoritmo Apriori com Python
  • E, claro, como interpretar os resultados com clareza

Na DATAEVO você aprende a acabar com as tarefas repetitivas, e vira referência no time.
Você vai aprender a:

  • Limpar bases de dados sem dor de cabeça
  • Criar relatórios que se atualizam sozinhos
  • Prever padrões com IA
  • Pensar como cientista de dados (mesmo sem ser programador)

Porque no fim das contas, isso não é só sobre aprender ferramentas. É sobre ganhar tempo, confiança e destaque no seu trabalho.

Conclusão

Você viu que cesta de compras com inteligência artificial não é coisa de outro mundo.

Com uma base simples (tipo Excel), um bom agrupamento e um algoritmo como o Apriori, é possível:

  • Encontrar padrões de compra
  • Tomar decisões comerciais mais inteligentes
  • Aumentar vendas com sugestões personalizadas
  • Aplicar isso em marketing, vendas, RH, educação e onde mais você quiser

O segredo está em entender os dados, tratá-los com cuidado e aplicar a IA de forma prática.

Se parecer difícil, volte na aula, revise com calma e lembre-se:
Não é pra decorar. É pra entender.

Nos vemos na próxima, FERA!

Joviano Silveira

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